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29/07/2013

Os Maias - os temas discutidos

A literatura e a crítica literária

Tomás de Alenquer
Incoerente; condena no presente o que cantara no passado: o estudo dos vícios da sociedade.
Falso moralista: refugia-se na moral por não ter outra arma de defesa; acha o Realismo/ Naturalismo imoral.
Desfasado da crítica literária de natureza académica:
  • Preocupa-se com aspetos formais em detrimento da dimensão temática;
  • Preocupa-se com o plágio.

João da Ega
Defensor do Realismo/ Naturalismo.
Exagera, defendendo o cientifismo na literatura.
Não distingue Ciência e Literatura.

As Finanças
Cohen
É calculista cínico: tendo responsabilidade pelo cargo que desempenhava, lava as mãos e aceita que o País caminha direitinho para a bancarrota, como diz Carlos.
A ocupação dos ministérios é “cobrar o imposto” e “fazer o empréstimo”.

João da Ega
“… À bancarrota seguia-se uma revolução, evidentemente. Um país que vive da «inscrição», em não lha pagando, agarra no cacete (…) E, passada a crise, Portugal, livre da velha divida, da velha gente, dessa coleção grotesca de bestas…”

A história politica
João da Ega
Aplaude as afirmações do Cohen.
Delira com a bancarrota como determinante da agitação revolucionária.
Defende a invasão espanhola.
Defende o afastamento violento da Monarquia.
Aplaude a instalação da Republica.
A raça portuguesa é a mais covarde e miserável da Europa.
“Lisboa é Portugal! Fora de Lisboa não há nada.”

Tomás de Alenquer
Teme a invasão espanhola: é um perigo para a independência nacional.
Defende o romantismo político: uma república governada por génios e a fraternização dos povos.
Esquece o adormecimento geral do País.

Cohen
Há gente séria nas camadas políticas dirigentes.
Ega é um exagerado.

Dâmaso Salcede
Se acontecesse a invasão espanhola, ele “raspava-se” para fora do País.
Toda a gente fugiria como uma lebre.

A heroína da intriga principal aparece como uma deusa
…” ofereceu a mão a uma senhora alta, loira, com um véu muito apertado e muito escuro que realçava o esplendor da sua carnação ebúrnea. Craft e Carlos afastaram-se, ela passou diante deles, com um passo soberano de deusa, maravilhosamente bem feita, deixando atrás de si como uma claridade, um reflexo de cabelos de oiro, e um aroma no ar.”


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