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06/07/2013

Os Maias - História de Afonso da Maia

“Os Maias eram uma família antiga da Beira (…) agora reduzida a dois varões, o senhor da casa, Afonso da Maia (…) e seu neto Carlos que estudava medicina em Coimbra.”

No passado
Longos anos o Ramalhete permaneceu desabitado (pág. 5)
(O procurador) aludia mesmo a uma lenda, segundo a qual eram sempre fatais aos Maias as paredes do Ramalhete. (pág. 7)
No presente
Restauro da casa por um arquiteto-decorador de Londres indicado por Carlos. (pág. 8)
Ocupação do Ramalhete: “A casa que os Maias vieram habitar em Lisboa, no Outono de 1875, era conhecida na vizinhança da Rua de S. Francisco de Paula, e em todo o bairro das Janelas Verdes, pela Casa do Ramalhete, ou simplesmente, o Ramalhete.” (pág. 5)
“… e foi só nas vésperas da sua chegada, nesse lindo Outono de 1875, que Afonso se resolveu deixar Santa Olávia e vir instalar-se no Ramalhete.” (pág. 10)

História de Afonso da Maia (recuo no tempo – grande analepse)

Afonso da Maia e Maria Eduarda Runa
O político (1º exilio) – rebelde, liberal, jacobino aos olhos de seu pai Caetano da Maia, teve de partir para Inglaterra donde regressa após a morte do pai.
Casamento – casa com Maria Eduarda Runa, filha do Conde de Runa, e, observando Lisboa, vê-a miguelista, devassa, bestial e sórdida. (pág. 14 e 15)
2º Exilio – a polícia invade-lhe a casa em Benfica e partem os três (Afonso, mulher e filho Pedro da Maia).

A educação de Pedro em Inglaterra
Pela mãe – Odiando aquela terra de hereges, não consentia que Pedrinho fosse estudar ao colégio de Richond – não era o seu catolicismo (pág. 17); Mandou vir o P. Vasques, capelão de Runa, que lhe ensinava o catecismo (fórmulas), latim (declinações) e a Cartilha.
Pelo pai – Tenta levá-lo a correr com ele sob as árvores do Tamisa, mas a mamã acudia de dentro, em terror. (pág. 18)

Pedro da Maia em Lisboa
O P. Vasques – apoderava-se daquela alma aterrada. (pág. 19)
A mãe – pela mãe, ficara todo Runa e por ela sentia uma paixão doentia.
O pai – Afonso quisera-o mandar para Coimbra… mas cedeu diante as lágrimas da mãe (pág. 20)
Morte da mãe – provoca-lhe grande crise de devoto e, depois, entra em boémia e na estroinice, sendo levado por um romantismo torpe. (pág. 21)


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