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12/06/2012

Formas de justificação do conhecimento

A relação entre razão e experiência é um dos temas centrais da teoria do conhecimento.
Quando se fala de tentativa de provar ou de justificar as nossas crenças verdadeiras, dois tipos de justificação são frequentes.

1- A justificação que se faz independentemente da experiência e que recebe o nome de conhecimento a priori.
Exemplo:
"A soma dos ângulos internos de um triângulo é igual a dois rectos".
Esta proposição é verdadeira e a sua verdade dispensa qualquer inspecção empírica. É uma verdade necessária.
O conhecimento a priori caracteriza-se pela independência em relação à experiência.
Outro exemplo, apresentado por Kant, é este:
«Todo o acontecimento tem uma causa».
A nossa experiência limita-se ao aqui e agora e com base nela não podemos dizer Todos os acontecimentos têm uma causa porque não há experiência possível de todos os acontecimentos passados, presentes e futuros.

2- A justificação que se baseia na experiência (a posteriori).
Exemplo:
"Todos os habitantes desta casa são velhos."
A ligação entre "velhos" e "todos os habitantes desta casa" é o resultado de várias observações num certo espaço e num certo tempo. A atribuição do predicado ao sujeito tem o seu fundamento na experiência. O predicado "velhos" não pode surgir da consideração pura e simples do conceito "habitantes desta casa". Por palavras simples, preciso de os ver para dizer o que são.



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