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21/05/2012

Teoria do Conhecimento

Da leitura do texto anterior, concluímos:
  • O sujeito e o objecto não se confundem, são originariamente separados um do outro, transcendentes um em relação ao outro. Estabelecem uma relação de oposição
  • Apesar de opostos, precisam um do outro para serem considerados sujeito ou objecto. Com efeito, cada um deles é apenas o que é em relação ao outro. A sua relação é uma correlação.
  • Embora correlacionado, não podem trocar de funções. Estabelecem uma relação de irreversibilidade. O papel de sujeito é o de apreender o objecto; o do objecto é o de poder ser apreendido pelo sujeito e de o ser efectivamente.
  • Dado que sujeito e objecto detêm funções especificas, o resultado do conhecimento não será igual para ambos. De facto, o sujeito, saindo de si para captar o objecto, é modificado por este, ao passo que o objecto não é modificado pelo sujeito.
  • Uma vez que, neste processo, o sujeito apreende a imagem do objecto, então podemos considerar o conhecimento como a relação entre o sujeito e o objecto, que se traduz numa representação do objecto por parte do sujeito.
Esquematizando:


Podemos concluir que há um sujeito que conhece, um objecto que é conhecido, uma relação entre o sujeito e o objecto, e uma imagem ou representação que o sujeito capta do objecto. A própria pretensão da fenomenologia incide na apresentação de uma metodologia que descreve a estrutura essencial do conhecimento e não um modo especifico e particular do conhecimento. Estuda a estrutura do acto de conhecer e não os conteúdos do conhecimento.

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