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18/11/2012

John Watson e a perspetiva behaviorista

Para Wundt o objeto da Psicologia era o estudo da consciência e dos processos mentais. A doutrina de Wundt, desenvolvida e completada pelos seus discípulos, ficou conhecida pelo nome de estruturalismo (designação criada pelo seu mais ardente defensor, o americano Edward Titchener) e considerava possível descobrir a estrutura dos processos mentais mediante um método analítico denominado introspeção.
Watson efetuará uma rutura radical com a doutrina de Wundt, discordando completamente do psicólogo alemão quanto ao que julgava serem o objeto e o método da Psicologia.

Quanto ao método, Watson criticava a introspeção porque não lhe reconhecia qualquer objetividade. Na perspetiva daquele que foi o primeiro doutorado pela Universidade de Chicago em Psicologia, a introspeção baseia-se em relatos de uma pessoa que não podem ser verificados pelos outros e, além disso, para Watson, incompatível com aquilo que deve ser um método científico.

A revolução de Watson consistirá em mostrar que a Psicologia só será uma ciência no sentido pleno do termo (dotada de um método objetivo) se o seu objeto de estudo for empiricamente observável. Caso contrário, não será consumada a sua emancipação em relação às especulações de tipo filosófico.

O objeto da Psicologia segundo Watson

Em A Psicologia tal como o Behaviorista a Vê, obra publicada em 1913, Watson argumentava que o psicólogo não devia estudar a consciência ou os processos mentais. Tal como não podemos observar a alma, não podemos observar a consciência e os processos mentais. Para Watson, a Psicologia só podia ser o estudo do que é observável e verificável. Não sendo o primeiro behaviorista mas aquele que popularizou e sistematizou esta perspetiva, Watson redefiniu o objeto da Psicologia afastando qualquer referência à consciência.


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