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15/11/2012

J. B. Watson (1878 - 1958)

Considerado o "apóstolo" do behaviorismo, formou-se na Universidade de Chicago, continuando as suas pesquisas como professor na Universidade de Johns Hopkins. Desde o tempo de estudante e durante vários anos como professor universitário, as suas pesquisas incidiram em animais, sobretudo ratos. Nestas pesquisas há um aspeto marcante a destacar: ficou impressionado com os vastos conhecimentos que adquiriu sobre o comportamento animal sem qualquer referência à mente ou a processos mentais das suas cobaias. Sem dúvida, esta prática experimental foi decisiva para a consolidação da tese fundamental do behaviorismo: a Psicologia para se constituir como ciência ou conhecimento objetivo tem de estudar exclusivamente o que é observável afastando qualquer referência aos processos mentais, à consciência. Na radical conceção de Watson, a psicologia é ciência do comportamento e não da consciência, procurando descrever e encontrar as causas ambientais dos efeitos comportamentais. Preconizou a investigação do comportamento humano segundo os mesmos métodos utilizados no estudo do comportamento animal.

A sua personalidade carismática contribuiu para a grande divulgação do behaviorismo na América, superando amplamente a psicologia introspetiva – para ele sem objetividade – dos estruturalistas, tornando-a praticamente inaceitável para a esmagadora maioria dos psicólogos americanos.

Forçado a abandonar a carreira universitária em virtude da publicação de cartas de amor – demasiado inflamadas para os padrões puritanos da época – que escreveu à sua assistente, Watson continuou a difundir o behaviorismo, sobretudo no domínio da educação, dedicando-se igualmente à publicidade.


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