Translate

17/10/2012

Reforço vicariante e Punição vicariante

Embora a aprendizagem se baseie, para Bandura, na observação, é óbvio que não imitamos tudo o que vemos os outros fazer, ou seja, podemos adquirir a representação mental de certos comportamentos sem que isso nos conduza a desempenhá-los nós mesmos. Tal facto significa que a nossa inclinação para imitar atos que aprendemos por observação depende em parte do que acontece às pessoas cujo comportamento observamos. Assim, é mais provável a imitação dos atos de um modelo que vemos serem reforçados do que a imitação de atos que acarretam punição ou consequências desagradáveis. Uma vez que a aprendizagem observacional é geralmente indireta ou vicariante, o conceito de reforço assume neste contexto um significado distinto do que lhe era atribuído no condicionamento operante. No caso de aprendizagem observacional, o que é reforçado diretamente ou punido diretamente é dado comportamento ou modelo.
O reforço vicariante ou indireto ocorre quando vemos que as ações de um determinado modelo tem consequências favoráveis ou gratificantes para este e modificamos ou persistimos no nosso comportamento inspirados nessa observação. Por outras palavras, o reforço vicariante consiste no facto de a observação. Por outras palavras, o reforço vicariante consiste no facto de a observação do reforço do comportamento do modelo se poder traduzir num aumento de probabilidade do mesmo comportamento no observador.
A punição vicariante ocorre quando a punição do comportamento do modelo observado produz no observador a tendência para se afastar de tal comportamento. A punição do comportamento observado traduz-se, em princípio, na diminuição da probabilidade do mesmo comportamento no observador.

O que acontece quando na observação do comportamento de alguém não o vemos a ser reforçado ou punido?

Segundo Bandura a nossa tendência é a de imitar o comportamento de modelos atraentes, bem sucedidos, agradáveis e com elevado estatuto social. As crianças são especialmente influenciadas por adultos e pares que agem como modelos comportamentais. É poderosa a influência da modelação. Mediante este processo alguns seres humanos aprendem a considerar deliciosos alimentos que outros abominam, a falar línguas muito diferentes, a conduzir pela esquerda em Inglaterra e pela direita em Portugal, a adaptar determinado estilo de vestuário e todo um vastíssimo leque de padrões de comportamento. 


Sem comentários:

Enviar um comentário