Translate

13/04/2012

As proposições do Silogismo Categórico

A classificação dos Juízos ou Proposições Categóricas
Como no juízo categórico a relação entre sujeito e predicado é uma relação ou de inclusão ou de extensão entre duas classes de objectos, importa esclarecer e aprofundar dois aspectos dos juízos: a sua quantidade e a sua qualidade.


1 - As proposições segundo a quantidade: universalidade, particularidade e singularidade
Classificar os juízos ou as proposições segundo a quantidade é classificá-los segundo a extensão em que é tomado o sujeito. Se a proposição englobar toda a extensão do sujeito, uma parte indeterminada ou um ente singular, teremos, respectivamente, proposições universais, particulares e singulares.


a) Proposições ou juízos universais

Uma proposição universal é aquela na qual o sujeito representa todos os membros de uma classe, ou seja, é tomado em toda a sua extensão.
Proposições como:

"Todo o homem é mortal";
"As galinhas não têm dentes" e
"Os triângulos são triláteros".
São universais porque se referem respectivamente a todos os homens, a todas as galinhas e a todos os triângulos.
Na forma-padrão as proposições universais apresentam quantificadores universais, que são: "Todo(s)" e "Nenhum(ns)". Quando não surgem nessa forma e para tornar clara a universalidade do juízo, deve-se apresentá-lo explicitando o quantificador. Assim, das proposições indicadas falta clarificar o quantificador das duas últimas:
- "As galinhas não têm dentes" significa "Nenhuma galinha é ave possuidora de dentes".
- " Os triângulos são triláteros" significa "Todo o triângulo é trilátero".

b) Proposições ou juízos particulares
Uma proposição particular é aquela na qual o sujeito representa uma parte não determinada dos membros de uma classe, ou seja, é tomado em parte indeterminada da sua extensão.
Os juízos "Alguns alunos são estudiosos.", "Há estudantes preocupados" e "Pelo menos, um lápis é azul" são juízos particulares, porque neles o sujeito só designa respectivamente alguns alunos, alguns estudantes e alguns lápis.
A particularidade do juízo clarifica-se apresentando o juízo na forma-padrão algum ou alguns - sujeito - cópula - predicado. Assim, de "Há estudantes preocupados" obtemos "Alguns estudantes são pessoas preocupadas"; de "Pelo menos um lápis é azul" obtemos "Alguns lápis são azuis". 

c) Proposições ou juízos singulares 
Os juízos singulares são os que têm como sujeito um ente concreto, determinado. Por exemplo, "Sócrates é mortal" ou "Este objecto é azul". A lógica clássica considerou que os juízos singulares podem ser equiparados aos juízos universais , porque a extensão de um termo singular é, contendo um só ente, tomada em toda a sua extensão neste juízo. Se digo "Sócrates é mortal", estou a dizer que todos os entes compreendidos por "Sócrates".

Sem comentários:

Enviar um comentário