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10/04/2012

Argumentação

Argumentação
  • Ocorre em situações de vida corrente;
  • É do domínio do verosímil e do preferível; 
  • Parte de premissas discutíveis e questionáveis;
É favorecer argumentos, ou seja, razões a favor ou contra uma tese, sem que as razões (argumentos) apresentadas tenham um carácter constringente, isto é, constituam provas demonstrativas da tese que se defende ou que se recusa.
É apresentar argumentos tendo em vista obter a adesão ou aumentar a adesão de um auditório às teses que se apresentam ao seu assentimento (por vezes em detrimento de outras teses).
  • A sua aceitação depende da aprovação do auditório;
A aceitação (ou rejeição) de uma tese depende da adesão (ou não) do auditório (isto é dos sujeitos que ouvem) aos argumentos que a sustentam.
O discurso é pessoal e contextualizado, podendo apelar aos afectos.
É pessoal, porque é desencadeada por um sujeito que se dirige a outros indivíduos que quer persuadir levando-os a aceitar (aderir à) a tese por si defendida.
Exige (e assenta no) um contacto entre sujeitos: entre o orador e o auditório. Por uma lado temos o orador que quer exercer uma acção (convencer), através do discurso, sobre o auditório e por outro temos auditório que necessita estar disposto a escutar e a sofrer a influência do orador, isto é, a deixar-se convencer.
Coloca-se do ponto de vista do auditório, uma vez que é a ele que se dirige e que quer convencer ou persuadir. Por isso é necessariamente situada, ou seja, não se exerce no "vazio", nem independentemente do contexto em que é utilizada: tem que estar atenta ao auditório e ter em conta as suas reacções de modo a ajustar o seu discurso.
  • Utiliza a linguagem natural, ambígua e imprecisa;
Utiliza a língua natural, donde a ambiguidade não está excluída e em que o grau de elaboração e de precisão (exactidão) é muito variável, consoante o tipo de auditório, o tema, o género e finalidade do discurso.

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