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28/08/2012

Exemplos de atuação do psicólogo educacional

O problema das crianças de camadas socioculturais desfavorecidas
Segundo a maioria dos psicólogos educacionais, as crianças de estratos socioeconómicos menos favorecidos poderão melhorar o seu rendimento escolar se as escolas transmitirem a ideia de que o ensino é necessário para o sucesso, se tiverem professores sensíveis à diversidade sociocultural e que estabeleçam ligações positivas com a comunidade escolar e com a comunidade social. Mas nem tudo se pode pedir à escola. É preciso que os pais também se envolvam na educação dos filhos e, valorizando a instituição escolar, tenham expetativas e exigências elevadas quanto ao seu desempenho escolar e educativo.

O envolvimento das famílias na educação dos filhos
Segundo a generalidade dos psicólogos educacionais, o processo educativo não deve envolver somente os professores e a comunidade escolar. Os pais devem ser intervenientes ativos nesse processo e cabe-lhes também assumir as suas responsabilidades. As direções das escolas e os próprios professores devem incentivar as famílias a envolverem-se na educação dos filhos. Mas e se, por razões várias, alguns pais continuam ausentes? Nesse caso, dizem alguns psicólogos, as escolas devem criar um ambiente relativamente familiar com professores e outros membros da escola a dedicarem atenção especial a crianças cujos pais se mantêm à margem.

As crianças com necessidades educativas especiais

As crianças com necessidades educativas especiais precisam de apoio adicional para enfrentarem e em certa medida ultrapassar os seus problemas. São crianças com necessidades educativas especiais as crianças com problemas físicos e psíquicos, com problemas de comunicação, com atrasos no desenvolvimento intelectual, mas também crianças especialmente dotadas e talentosas a que se costuma chamar sobredotadas. Há pouco mais de duas décadas, considerava-se apropriado educar este tipo de crianças à parte. A tendência atual da psicologia educacional é a de considerar apropriada a inclusão de todos os estudantes (tanto quanto possível) na mesma sala de aula, mesmo que alguns – como os que estão no espetro do autismo – tenham de seguir currículos alternativos e frequentar em paralelo salas de recursos especiais fora do ambiente da turma, ficando aí a cargo de um professor ou de uma professora com formação técnica adequada.


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