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06/03/2012

Argumentos por Analogia (não dedutivos)

O termo «como» indica que estamos a estabelecer uma comparação entre situações análogas. A forma do argumento por analogia será suficiente para podermos perceber se o argumento é ou não aceitável?

Comparemos, então, os dois argumentos:
Têm ambos a mesma forma, mas é evidente que o segundo argumento não é aceitável (argumento fraco), por isso, ao contrário do que se passa com os argumentos dedutivos, podemos concluir:
  • A forma de um argumento por analogia não nos permite classificá-lo como bom ou mau;
  • A qualidade destes argumentos não depende da sua forma lógica (há argumentos por analogia bons e argumentos por analogia maus, apesar de terem a mesma forma);
  • A análise e a avaliação dos argumentos por analogia não fazem parte do âmbito do estudo da Lógica formal.
Assim sendo, nos argumentos por analogia:
a) Nunca podemos garantir logicamente que de premissas verdadeiras se derivem sempre conclusões verdadeiras;
b) Para decidir se é um bom ou mau argumento temos que ter em conta aquilo que as premissas e a a conclusão afirmam, de pouco servindo a análise do seu aspecto formal.

Tal como no caso da argumentação indutiva, falamos em argumentos por analogia fortes ou fracos. Como nos distinguimos uns dos outros? A resposta a esta questão exige que se verifique se o argumento obedece aos seguintes requisitos:
1- A comparação tem que se basear num número razoável de semelhanças.
2- As semelhanças apontadas devem ser relevantes para a conclusão que se quer inferir.
3- Não deve haver diferenças fundamentais relativamente aos aspectos que estão a ser comparados.

Podemos concluir:

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