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25/02/2012

Argumentos indutivos (não dedutivos)

Os argumentos indutivos são os mais usados por todos nós no nosso dia-a-dia, já que grande parte das nossas opiniões resulta de processos indutivos de raciocínio. É por indução que concluímos que «todos os seres humanos» ou que «o Sol vai nascer amanhã».
A repetição sucessiva de um facto leva-nos a esperar que aquilo que aconteceu no passado, e foi confirmado várias vezes, acontecerá no futuro. De proposições particulares, inferimos conclusões gerais, alargando a todos os casos (mesmo aos não observados) aquilo que foi observado e verificado num certo número deles. Ao generalizar-se, faz-se com que a conclusão vá mais além do que as premissas garantem. Dá-se pois um salto (lógico) do conhecido para o desconhecido, que não permite conferir à conclusão o carácter de verdade necessária, mas apenas uma probabilidade maior ou menor, de acordo com o número de casos observados. Assim, nunca poderemos ter garantia lógica de que a conclusão seja verdadeira (a conclusão se segue da premissa apenas de maneira provável, ou seja, a conclusão não deriva necessariamente das premissas).

Argumentos indutivos:
1- Os cisnes observados até agora são brancos.
Logo, todos os cisnes são brancos.
2- Todos os alunos inquiridos são portugueses, logo, todos os alunos são portugueses.

Forma dos argumentos indutivos:
Alguns A são B
Logo, todos os A são B

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