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27/02/2012

Argumentos indutivos

Como se pode constatar, a proposição tomada como premissa é apenas o resumo de um conjunto ou mais ou menos extenso de casos particulares. A premissa que refere: «todos os cisnes observados até agora», está a referir apenas alguns cisnes e não todos os que existem. Apesar de constituir uma boa razão para se concluir que todos os cisnes são brancos, nunca podemos ter a garantia lógica de que a conclusão seja verdadeira. Assim sendo, num raciocínio indutivo, por muito extenso que seja o número de exemplos de que se parte, corremos sempre o risco de encontrar premissas verdadeiras e conclusão falsa. Bastará, um dia, alguém observar um só cisne de outra cor para tornar falsa a conclusão anterior.

Claro que se o número de casos observados for muito grande, é improvável que a conclusão seja falsa. Mas ser improvável não significa ser logicamente impossível. Neste tipo de raciocínios, a verdade das premissas não garante a verdade da conclusão (que se avalia confrontando o seu conteúdo - o que é afirmado ou negado acerca do sujeito - com a realidade).

Se todas as premissas são verdadeiras, a conclusão é provavelmente verdadeira, mas não necessariamente verdadeira, pois encerra informação que não estava contida nas premissas. Assim, a verdade da conclusão permanece sempre e há uma probabilidade, tanto maior quanto maior for o número de casos observados.

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