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09/02/2012

Validade e Verdade

Relacionando logicamente vários juízos, podemos formar operações mais complexas denominadas raciocínios/argumentos.

PREMISSAS - afirmações que fundamentam ou justificam a conclusão.
CONCLUSÃO - aquilo que é justificado pelas premissas
Ex: Logo, Sócrates é mortal.

As duas primeiras premissas funcionam como ponto  de partida e são fundamento do que se afirma na 3ª proposição (conclusão).
Se considerarmos as premissas e a conclusão em si mesmas, elas são proposições ou juízos e, por isso, podemos a seu respeito falar de verdade ou falsidade.
Porém, se as considerarmos globalmente, ou seja, encadeadas num raciocínio, teremos de falar em validade ou invalidade.

VALIDADE - coerência interna de um raciocínio em que das suas premissas é legítimo extrair a conclusão.
VERDADE - é o valor lógico das proposições.

A validade é o valor lógico dos argumentos. A validade respeita, exclusivamente ao encadeamento das proposições, ou seja, ao aspecto formal que tem de estar em conformidade com as regras lógicas. É inválido quando as proposições estão mal encadeadas.
A verdade das proposições não garante a validade de um argumento, a validade não implica a verdade (termos independentes). A validade tem a ver com a coerência do discurso e é independente da verdade ou falsidade dos seus conteúdos. "Lógico" não significa portanto "verdadeiro", o que interessa à lógica é como se chega a determinada conclusão (interessa-lhe a forma e não o conteúdo).

Ex: Todos os esquiadores são loiros
Todos os estudantes são esquiadores
Logo todos os estudantes são loiros

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