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27/01/2012

O juízo e a proposição

Tal como o conceito, o juízo também toma forma na linguagem, sem a qual não seria possível nem construir conceitos nem construir afirmações ou enunciados sobre a realidade. Essas afirmações expressam-se em frases  declarativas e o conteúdo afirmado em cada uma delas é a proposição, ou seja, ao enunciado do juízo chamamos proposição.
As proposições são, portanto, aquilo que é expresso por um certo tipo de frases - as frases declarativas.
Uma frase é um conjunto de palavras organizadas de modo a constituir um enunciado com sentido. Há diferentes tipos de frases:
  • Declarativas ("Lisboa é a capital de Portugal")
  • Interrogativas ("Que horas são?")
  • Imperativas ("Não faças isso!")
  • Exclamativas ("Parabéns!")
Só o primeiro enunciado é uma afirmação. Os restantes perguntam ou expressam uma ordem ou um  desejo, por isso, nem todas as frases são proposições. Só as frases declarativas são proposições, pois uma frase só é uma proposição quando:
  • afirma algo;
  • o que ela afirma ou nega tem um valor de verdade.
Uma proposição não deve, portanto, confundir-se com uma frase gramatical, pois, quando enunciamos uma ordem, um pedido, uma ameaça, ou quando formulamos uma pergunta, construímos enunciados que não podem ser considerados proposições, uma vez, que não têm conteúdo significativo susceptível de ser verdadeiro ou falso. Existe, pois, uma condição para que se possa afirmar que estamos em presença de uma proposição. Nela tem de ser afirmado ou negado algo acerca de um sujeito, o que implica que só seja uma proposição aquele enunciado que possua um conteúdo susceptível de ser considerado verdadeiro ou falso.

Uma proposição é o que é afirmado ou negado numa frase declarativa e que pode ser considerado verdadeiro ou falso.

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