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31/03/2012

Sociedades consumidoras

A sociedade consumidora é uma sociedade muito desenvolvida que excede geralmente a procura, os produtos são normalizados e os padrões de consumo estão massificados. O surgimento da sociedade consumidora decorre directamente do desenvolvimento industrial que a partir de certa altura, e pela primeira vez em milénios de história, levou a que se tornasse mais difícil vender os produtos e serviços do que fabricá-los. Este excesso aliado a uma enorme profusão de bens colocados no mercado, levou ao desenvolvimento de estratégias de marketing extremamente agressivas e sedutoras e às facilidades de crédito quer das empresas industriais e de distribuição, quer do sistema financeiro.
As principais características da sociedade de consumo são as seguintes:
  • Para a maioria dos bens, a sua oferta excede a procura, levando a que as empresas recorram a estratégias de marketing agressivas e sedutoras que induzem o consumidor a consumir, permitindo-lhes escoar a produção.
  • A maioria dos produtos e serviços estão normalizados, os seus métodos de fabrico baseiam-se na produção em série e recorre-se a estratégias de obsolescência programada que permita o escoamento permanente dos produtos e serviços.
  • Os padrões de consumo estão massificados e o consumo assume as características de consumo de massas, em que se consome o que está na moda apenas como forma de integração social.
  • Existe uma tendência para o consumismo (um tipo de consumo impulsivo, descontrolado, irresponsável e muitas vezes irracional).


25/03/2012

Sociedades modernas

A explosão da população e a agressão ao meio ambiente são fenómenos não podem andar separados, uma vez que o desenvolvimento humano interfere nos equilíbrios naturais.

“Aliás, o ser humano faz parte do próprio equilíbrio natural. Ele é uma espécie natural, e não um acrescento postiço e artificial. O seu uso da natureza é tão natural como o do castor para fazer a sua toca ou do pássaro para construir o seu ninho”      
 
Uma das causas para o crescimento populacional foi a diminuição da taxa de mortalidade, ao passo que a taxa de natalidade não teve uma redução das mesma ordem 5 de grandeza, também as pestes e as várias doenças passaram e ser progressivamente controladas.
O ser humano é o principal causador dos problemas ecológicos, ele tem perturbado a natureza de uma forma que nenhum outro animal conseguiu.                                
O derrube de grandes extensões de florestas, as queimadas, a destruição de ecossistemas, a poluição dos rios (principalmente os metais pesados), o aumento da emissão de gases com efeito estufa (emitidos principalmente pelas industrias e transportes) são factores que afectam prejudicialmente o meio ambiente.
Actualmente a grande preocupação ambiental centra-se em dois gases extremamente agressivos para o meio ambiente: CO2  e o metano, o primeiro era razoavelmente controlado pelas florestas através da fotossíntese, mas com a redução das florestas ele rapidamente contribui para o aquecimento global e para o buraco de ozono, o metano é cerca de 20 vezes mais potente que o CO2 e para além de contribuir para o aquecimento global é o causador das maiores extinções de vida na terra.
Para que o desenvolvimento seja sustentável cabe à sociedade em geral e às políticas nacionais respeitarem e cumprirem as leis  para a preservação das espécies e de um planeta minimamente habitável.

24/03/2012

Sociedades modernas

Uma consequência do desenvolvimento foi o aumento da quantidade de bens produzidos com um preço mais baixo, o  que levou esses mesmos bens ficarem acessíveis a um maior número de pessoas que até então não tinham poder de compra suficiente para os adquirir, ou seja, o desenvolvimento trouxe à maioria das pessoas a possibilidade de adquirir bens e serviços que no passado  apenas estavam disponíveis para os mais ricos.
Uma das características mais visíveis da  sociedade moderna foi o aparecimento da “classe média”, fazendo parte dela um apreciável número de pessoas que no passado eram pobres e no presente têm acesso a uma grande quantidade de bens, o que mostra que a desigualdade social reduziu bastante.
 
“O grande efeito do desenvolvimento não foi ter aumentado a quantidade de casacos e de automóveis que os ricos têm. Foi tornar acessível a toda a sociedade as roupas, os carros, as televisões e os electrodomésticos.” 
 
Mas não foi só nos bens materiais que o desenvolvimento teve avanços significativos, também no conforto, na justiça, nas comunicações, no lazer e divertimento, no acesso à educação, à arte e na informação houve melhorias significativas, daí podermos fazer uma distinção entre o bem-estar material e o bem-estar espiritual que por sua vez estão interligados.
O bem-estar material é normalmente associado a bens que melhoram a condição de vida das pessoas como por exemplo o vestuário, a alimentação, o mobiliário. O bem-estar espiritual por ser um fenómeno subjectivo, visto pertencer a uma natureza intelectual e psicológica, é mais difícil de quantificar porque tende a espelhar a felicidade, a alegria ou a realização pessoal, daí qualquer comparação entre sociedades, comunidades e pessoas não faz qualquer sentido, porque são fenómenos incomparáveis.
Se quisermos comparar a sociedade moderna de uma forma mais realista e justa temos de a comparar com as alternativas que  existem ou que existiram só assim essa comparação faz sentido.
 
“Isso quer dizer que não temos maneira de dizer se os camponeses no Nilo dos faraós 
eram mais felizes e realizados do que os Ostrogodos ou os Incas. Ou sequer afirmar se, 
hoje, se é mais feliz numa aldeia africana, nas nossas cidades ou em Sunset Boulevard. 
Provavelmente, se conseguissem analisar as várias situações, pessoas diferentes fariam 
juízos muito diferentes. ”


22/03/2012

Sociedades modernas

A abertura comercial cria riqueza para as sociedades satisfazerem as suas necessidades e promove o desenvolvimento económico ao passo que a construção de barreiras ao comércio deixa as pessoas e os países em piores condições.
Um país beneficia quando se especializa num bem ou serviço que consegue produzir com maior eficiência que posteriormente vai  trocar por outros bens e serviços que outros países produzem com melhor qualidade e a preço menor. Nestas condições, os países beneficiam de produção mais eficiente, mais escolhas para o consumidor e melhores bens e serviços a preços mais baixos.
Derrubar as barreiras governamentais ao comércio permitirá aos indivíduos aceder a um supermercado mundial na procura de alimentos, vestuário e bens variados, além dos serviços que formam a infra-estrutura da economia moderna, que vão desde finanças a telecomunicações, transporte e educação.
A concorrência também motiva as empresas a inovar, a encontrar novos processos e tecnologias de produção para servir melhor os clientes e aprofundar conhecimentos.  Por exemplo, com mercados abertos e oportunidades de exportação, o desenvolvimento de tecnologias da informação e de medicamentos avançados contribuiu, nos últimos anos, para o crescimento da indústria.
Por oposição a isto as barreiras à concorrência produz um efeito contrário e prejudicial: indústrias nacionais menos eficientes; custos mais elevados, qualidade pior e menos escolhas de bens e serviços; menos inovação e crescimento económico mais lento.
O comércio internacional é um importante motor de crescimento na economia mundial.
Para os países em desenvolvimento a chave é maximizar o potencial do comércio de bens e serviços de modo a torná-los capazes de alcançar um crescimento sustentável, o desenvolvimento, e a redução da pobreza.
Os países em desenvolvimento constituem um reservatório de procura que ainda não foi explorada pelos países desenvolvidos, isso poderia trazer efeitos benéficos para o bem estar das economias, dos consumidores, e dos negócios dos países desenvolvidos para além da expansão da economia mundial.
Os países desenvolvidos precisam de dar incentivos às suas empresas para encorajá-las a transferir tecnologia para os países em desenvolvimento para haver um aumento da capacidade produtiva e da competitividade. Mas estas medidas para os países em desenvolvimento dependem das políticas nacionais dos próprios países.


21/03/2012

Sociedades modernas

Quando numa qualquer sociedade as condições de vida das pessoas são melhoradas  através de uma nova ideia ou de uma  nova forma organizacional, ou quando um  progresso tecnológico altera a função  de produção, ou uma melhoria/alteração do processo de produção de bens/serviços  aumenta a produtividade numa empresa (inovação de processos), ou uma abertura  de um novo mercado, invenção de novos produtos ou melhoria dos existentes (inovação de produto), ou quando a distribuição da riqueza se faz de uma forma equilibrada e saudável estamos perante o fenómeno do desenvolvimento.
Isto tudo realmente só acontece graças à capacidade de iniciativa e espírito inventivo do ser humano, sem isso a palavra desenvolvimento simplesmente não existia e todos nós ainda vivíamos da agricultura e da caça.  
Como estas mudanças alteram para sempre todos os aspectos de vida das pessoas, o que faz com que muitas vezes essas mesmas  medidas sejam olhadas com uma certa desconfiança, podemos assim dizer que o desenvolvimento anda sempre de braço dado com grandes crises e conflitos sociais, mas por outro lado são essas mesmas crises que criam o desenvolvimento e o avanço da sociedade.

Para controlar estas ondas de crise e progresso excessivo, sem que o desenvolvimento seja posto em causa, e a distribuição da riqueza seja feita da forma mais justa possível, a tradição e a autoridade deveriam conseguir esse equilíbrio através dos seus hábitos e instituições.

Por isso em todos os países existem leis, que por vezes não se aplicam, e os organismos estatais para aperfeiçoar esse equilíbrio  que nunca é perfeito. Uma das medidas que pode potenciar o desenvolvimento e daí haver  benefícios para os intervenientes é a abertura comercial.


15/03/2012

Alimentos geneticamente modificados

São organismos manipulados geneticamente e realizados através da engenharia genética (também designados como alimentos transgénicos).
Vantagens:
  • O alimento pode ser enriquecido com um componente nutricional essencial;
  • O alimento pode ter a função de prevenir, reduzir ou evitar riscos de doenças, através organismos geneticamente modificados que estimulem o sistema imunológico;
  • A planta pode resistir ao ataque de insectos, seca ou geada (isso garante estabilidade dos preços e custos de produção);
  • Aumento da produtividade agrícola através do desenvolvimento de lavouras mais produtivas.
Desvantagens:
O lugar em que o gene é inserido não pode ser controlado completamente, o que pode  causar resultados inesperados uma vez que os genes de outras partes do organismo podem ser afectados.
Os genes são transferidos entre espécies que não se relacionam (como genes de animais em vegetais, de bactérias em plantas e até de humanos em animais);
A uniformidade genética leva a uma maior vulnerabilidade do cultivo porque a invasão de pestes, doenças e ervas daninha sempre é maior em áreas que plantam  o mesmo tipo de cultivo. Quanto maior for a variedade (genética) no sistema da agricultura, mais este sistema estará adaptado para enfrentar pestes, doenças e mudanças climáticas que tendem a afetar apenas algumas variedades.
Organismos antes cultivados para serem usados na alimentação estão sendo modificados para produzirem produtos farmacêuticos e químicos. Essas plantas modificadas poderiam fazer uma polinização cruzada  com espécies semelhantes e, deste modo, contaminar plantas utilizadas exclusivamente  na alimentação.  
Os alimentos transgénicos poderiam aumentar  as alergias. Muitas pessoas são alérgicas a determinados alimentos em virtude das proteínas que elas produzem.



13/03/2012

Alimentos geneticamente modificados

Existem poucos dados sobre os riscos de saúde por causa dos alimentos transgénicos, mesmo que estes sejam testados e eliminados antes de sua introdução.
A nossa base de dados actual é inadequada.
Além disso, a qualidade científica do que tem sido apresentada é, na maioria dos casos, não é o que se espera.
Se o nosso futuro depende da promessa que a modificação genética é mais saudável, abundante, mais nutritivo e seguro de alimentos geneticamente modificados, a conclusão indesculpável desta revisão é que até agora o método actual de modificação genética não emitiu esses benefícios e a promessa de um superior de segunda geração ainda é no futuro.
Embora é alegado por alguns que pequenas diferenças entre as culturas geneticamente modificadas e não geneticamente modificadas tenham pouco carácter biológico, o que significa, é claro que a maioria geneticamente modificados e culturas de linha parental tenham uma equivalência substancial.
Em qualquer caso, este conceito, mal definido e não científico sobreviveu a sua possível utilidade anterior e precisamos de novos métodos e conceitos para sondar ento as diferenças de composição, nutricional/toxicológicos e metabólicas entre culturas geneticamente modificadas e convencionais e para a segurança das técnicas genéticas usadas no desenvolvimento de culturas geneticamente modificadas se queremos colocar essa tecnologia em uma base científica adequada e aliviar os receios do público em geral.  




10/03/2012

O que é a Eutanásia?

A eutanásia é a prática pela qual se abrevia a vida de um paciente com uma doença incurável de maneira controlada e assistida por um especialista.
A eutanásia apresenta questões de  ética e  direito, isto quando o Estado tem como princípio a proteção da vida dos seus cidadãos. Por outro lado, existem aqueles que, devido ao seu estado precário de saúde, desejam dar um fim ao seu sofrimento antecipando a morte.
Independentemente da forma que a Eutanásia é praticada, seja ela legalizada ou não (em Portugal é considerada ilegal), ela é considerada um assunto controverso, existindo sempre prós e contras, ou seja, t

eorias eventualmente mutáveis com o tempo e a evolução da sociedade, tendo sempre em conta o valor de uma vida humana.

Existem dois tipos de eutanásia:
  • eutanásia activa 
  • eutanásia passiva 
A eutanásia activa (ou indirecta) é acção realizada com o propósito de causar ou acelerar a morte. Essa ação pode incluir injeção letal ou overdose aplicada por um médico. “O suicídio assistido por médico” significa que um médico ajudou uma pessoa a se matar. Especificamente, isto quer dizer que o médico fornece a receita ou outros meios para uma pessoa se suicidar. Não é o médico mas a pessoa que executa a acção letal.

A eutanásia passiva (ou directa) é acção negada com o propósito de causar ou acelerar a morte. Essas medidas incluem suspender ou retirar medidas não heróicas, inclusive alimento, hidratação (água), e oxigenação. Exemplos desse tipo de eutanásia são os muitos infanticídios cometidos anualmente nos EUA, com a negação de alimentos e água aos bebés deficientes recém-nascidos, que de outra maneira teriam vivido. Outro exemplo de eutanásia passiva é a negação de alimentos e água a alguém que se encontra no estado chamado “estado vegetativo persistente”, ou a alguém cuja saúde não esteja melhorando suficientemente rápido, na opinião dos familiares que cuidam da sua saúde.

É relevante distinguir eutanásia de "suicídio assistido", na medida em que na primeira é uma terceira pessoa que executa, e no segundo é o próprio doente que provoca a sua morte, ainda que para isso disponha da ajuda de terceiros.



07/03/2012

Ideias a reter

  • Num argumento dedutivo, a verdade das premissas e a validade do argumento garantem a verdade da conclusão.
  • A validade de um argumento dedutivo depende unicamente da validade da sua forma lógica (e nada tem a ver com o conteúdo enunciado nas proposições que o constituem).
  • Num argumento indutivo, a verdade da conclusão não é garantida pela verdade das premissas, por isso, é logicamente possível (embora improvável) que tenham premissas verdadeiras e conclusão falsa.
  • Um argumento por analogia baseia-se numa comparação de objectos diferentes e parte da ideia de que se diferentes coisas são semelhantes em determinados aspectos, também o serão noutros.
  • Num argumento por analogia, a verdade da conclusão não é garantida pela verdade das premissas, por isso, para decidirmos se é um bom ou mau argumento temos que ter em conta aquilo que as premissas e a conclusão afirmam e os dados da experiência.
  • Os critérios para decidir se um argumento por analogia é forte ou fraco são relevância das semelhanças e das diferenças entre os objectos comparados, tendo em conta a conclusão que nos interessa justificar.
Nota: Os argumentos dedutivos são estudados na Argumentação e Lógica Formal. Os argumentos indutivos serão estudados na Argumentação e Retórica.

06/03/2012

Argumentos por Analogia (não dedutivos)

O termo «como» indica que estamos a estabelecer uma comparação entre situações análogas. A forma do argumento por analogia será suficiente para podermos perceber se o argumento é ou não aceitável?

Comparemos, então, os dois argumentos:
Têm ambos a mesma forma, mas é evidente que o segundo argumento não é aceitável (argumento fraco), por isso, ao contrário do que se passa com os argumentos dedutivos, podemos concluir:
  • A forma de um argumento por analogia não nos permite classificá-lo como bom ou mau;
  • A qualidade destes argumentos não depende da sua forma lógica (há argumentos por analogia bons e argumentos por analogia maus, apesar de terem a mesma forma);
  • A análise e a avaliação dos argumentos por analogia não fazem parte do âmbito do estudo da Lógica formal.
Assim sendo, nos argumentos por analogia:
a) Nunca podemos garantir logicamente que de premissas verdadeiras se derivem sempre conclusões verdadeiras;
b) Para decidir se é um bom ou mau argumento temos que ter em conta aquilo que as premissas e a a conclusão afirmam, de pouco servindo a análise do seu aspecto formal.

Tal como no caso da argumentação indutiva, falamos em argumentos por analogia fortes ou fracos. Como nos distinguimos uns dos outros? A resposta a esta questão exige que se verifique se o argumento obedece aos seguintes requisitos:
1- A comparação tem que se basear num número razoável de semelhanças.
2- As semelhanças apontadas devem ser relevantes para a conclusão que se quer inferir.
3- Não deve haver diferenças fundamentais relativamente aos aspectos que estão a ser comparados.

Podemos concluir:

02/03/2012

Argumentos por Analogia (não dedutivos)

Há outros tipos de argumentos não dedutivos semelhantes aos indutivos, mas que não se podem confundir com eles. São os argumentos por analogia.
Os argumentos por analogia baseiam-se numa comparação entre objectos diferentes e inferem de certas semelhanças outras semelhanças.
Partem da ideia de que se diferentes coisas são semelhantes em determinados aspectos, também o serão noutros.