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28/12/2011

Será o Aborto moralmente correcto?

Um aborto ou interrupção da gravidez é a remoção ou expulsão prematura de um embrião ou feto do útero, resultando na sua morte ou sendo por esta causada. Isto pode ocorrer de forma espontânea, quando ocorre um aborto acidental, ou de forma artificial, se o aborto ocorrer intencionalmente, provocando-se o fim da gestação, e consequentemente o fim da vida do feto, mediante técnicas médicas, cirúrgicas, entre outras.
Existe um grande conflito de opiniões em relação ao facto de ser ou não moralmente aceite. Há quem defenda que, por vezes, como não existem condições, quer no seio da família quer económicas, que permitam a criação de uma criança, bem como os custos relativos à sua educação e às suas necessidades básicas, a melhor solução é mesmo o aborto. Ou então, quando o bebé não é desejado, o aborto torna-se a melhor opção. Há situações em que o bebé não é desejado, pois este é fruto de uma violação. Nestas alturas, o aborto torna-se a opção mais viável, visto que, caso a mãe escolhesse ter o bebé, este poderia trazer-lhe recordações dolorosas, o que faria com que a criança (sem qualquer culpa) não fosse tratada com o amor, afecto e carinho que merecia, podendo conduzir a traumas morais e psicológicos, tanto para a mãe como para a criança em questão.
Contudo, apesar de ainda ser um feto, é já um ser humano e, por isso, possui vida, sendo portanto errado retirar-lha. Se o fizéssemos, isso iria contra a sua dignidade, pois ninguém tem o direito de retirar a vida a outra pessoa, o que torna o aborto uma situação ilegal e imoral, indo contra a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Posto isto, pensamos que somente em caso de violação, o aborto é aceitável, devido aos factos argumentados anteriormente e que, no geral, não é moralmente aceite pois, como também já foi referido, vai contra os Direitos Humanos, sendo por isso uma acção moralmente incorrecta e inaceitável.



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