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26/11/2011

Críticas à ética Kantiana


Alguns críticos da ética Kantiana consideram-na demasiado extremada e bastante utópica, ao defender que os homens conseguem libertar-se dos seus instintos, inclinações e interesses e seguirem unicamente a razão e aquilo que é universal a todos os seres humanos.

P1: De que modo o dever se apresenta à vontade humana?
R1: Apresenta-se como obrigação, como algo que diz "deves" para a nossa vontade livre.

P2: Porquê?
R2: De acordo com Kant, se fossemos seres moralmente perfeitos, não necessitaríamos da lei moral porque naturalmente a nossa vontade agíria de forma moralmente boa.
Contudo, enquanto seres humanos, a nossa vontade está sujeita por um lado à razão e por outra às inclinações e aos egoísmos. Por isso, é necessário um dever que desvie a vontade das inclinações e a conduza para a razão.

P3: Porque é que só a moralidade respeita a dignidade humana?
R3: Porque agir moralmente é agir racionalmente e portanto respeitar a pessoa como um fim em si mesmo e nunca como um meio. A pessoa é um ser dotado de dignidade absoluta e portanto não pode ser instrumentalizado.

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