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30/12/2011

Será legítimo utilizar os seres humanos como cobaias?

A utilização de animais ou pessoas em estudos experimentais em laboratórios, provocou o surgimento de uma questão: será legítimo utilizar os seres humanos como cobaias. A resposta a esta questão é muito complicada, visto que é diferente consoante o ponto de vista. Se avaliarmos esta questão sob a perspectiva de Kant, iria ser ilegítimo, visto que iríamos contra uma normal moral, ao instrumentalizarmos os seres humanos, fazendo-os passar como cobaias. Mas, iríamos ter uma resposta contrária se avaliássemos a questão do ponto de vista de Stuart Mill. Segundo o ponto de vista deste filósofo, a utilização dos seres humanos como cobaias iria ser legítima, pois contribuiria para uma maior satisfação pelos indivíduos, visto que iria ser encontrada a cura para alguma doença, por exemplo.
Pessoalmente, estamos divididos entre a perspectiva de Kant e a de Stuart Miil. Isto é, por um lado é necessário testar as novas descobertas, sejam elas medicamentos, produtos estéticos ou qualquer outra coisa, pois hoje em dia estas necessidades são cada vez mais essenciais e também, ao descobrirmos a cura para determinadas doenças, estamos a contribuir para que muitas vidas sejam salvas, num futuro próximo. Por outro lado, pensamos que o ser humano não devia ser instrumentalizado e, por isso, não devia servir de cobaia. Mas aí é colocada a questão: então se as novas descobertas não são testadas em seres humanos, como saberemos se são eficazes? Testando-as em animais? Parece-nos que essa também não é uma boa solução porque, para além de também terem os seus direitos que não queremos ver violados, os efeitos em si podem ser diferentes, visto que a espécie é diferente.
Deste modo, é possível perceber a necessidade que existe em utilizar os seres humanos como cobaias, tendo em vista a evolução da Ciência e, posteriormente, a preservação de muitas vidas. Apesar de, ao servirem de cobaias, estarem a colocar a sua saúde e, quem sabe até a sua vida em perigo, estão a contribuir para descobertas importantes que podem salvar muitas vidas. Do nosso ponto de vista, este é, talvez, o único aspecto positivo e com o qual nós concordamos acerca deste assunto.


28/12/2011

Será o Aborto moralmente correcto?

Um aborto ou interrupção da gravidez é a remoção ou expulsão prematura de um embrião ou feto do útero, resultando na sua morte ou sendo por esta causada. Isto pode ocorrer de forma espontânea, quando ocorre um aborto acidental, ou de forma artificial, se o aborto ocorrer intencionalmente, provocando-se o fim da gestação, e consequentemente o fim da vida do feto, mediante técnicas médicas, cirúrgicas, entre outras.
Existe um grande conflito de opiniões em relação ao facto de ser ou não moralmente aceite. Há quem defenda que, por vezes, como não existem condições, quer no seio da família quer económicas, que permitam a criação de uma criança, bem como os custos relativos à sua educação e às suas necessidades básicas, a melhor solução é mesmo o aborto. Ou então, quando o bebé não é desejado, o aborto torna-se a melhor opção. Há situações em que o bebé não é desejado, pois este é fruto de uma violação. Nestas alturas, o aborto torna-se a opção mais viável, visto que, caso a mãe escolhesse ter o bebé, este poderia trazer-lhe recordações dolorosas, o que faria com que a criança (sem qualquer culpa) não fosse tratada com o amor, afecto e carinho que merecia, podendo conduzir a traumas morais e psicológicos, tanto para a mãe como para a criança em questão.
Contudo, apesar de ainda ser um feto, é já um ser humano e, por isso, possui vida, sendo portanto errado retirar-lha. Se o fizéssemos, isso iria contra a sua dignidade, pois ninguém tem o direito de retirar a vida a outra pessoa, o que torna o aborto uma situação ilegal e imoral, indo contra a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Posto isto, pensamos que somente em caso de violação, o aborto é aceitável, devido aos factos argumentados anteriormente e que, no geral, não é moralmente aceite pois, como também já foi referido, vai contra os Direitos Humanos, sendo por isso uma acção moralmente incorrecta e inaceitável.



26/12/2011

Será a Clonagem aceitável?

Graças à evolução da Ciência, hoje em dia, já é possível obter dois seres geneticamente iguais, através de um processo de reprodução assexuada, designado clonagem. Apesar de ser mais um dos avanços da Ciência e, talvez num futuro próximo, permitir a criação de um clone de uma pessoa que perdemos e de quem gostávamos muito, este assunto tem gerado muita controvérsia.
Há quem esteja de acordo com a realização de clonagens, argumentando que os clones poderiam substituir as pessoas quando é necessário realizar trabalhos pesados ou que ponham em risco os seres humanos. Mas este argumento pode ser facilmente refutado, pois, ao empregarmos os ditos clones, cada vez mais seres humanos “normais” ficariam no desemprego, o que contribuiria para que a pobreza aumentasse no mundo e estes vivessem cada vez em piores condições. Ora, esta situação vai contra o segundo princípio da Teoria da Justiça de John Rawls, o Princípio da igualdade. Este princípio afirma que “a sociedade deve promover a distribuição igual da riqueza, excepto se a existência de desigualdades económicas e sociais beneficiar os mais desfavorecidos”. Como neste caso, a existência de desigualdades económicas não iria beneficiar os mais desfavorecidos, não iria ser aceitável a substituição de clones por seres humanos trabalhadores.



Mas levanta-se a questão. Será que, independentemente de serem clones, não têm os mesmos direitos e a mesma dignidade que um ser humano tem? Na opinião de alguns, por não serem seres humanos “originais”, não têm os mesmos direitos, pois foram criados para satisfazer interesses, necessidades, instintos e inclinações dos seres humanos, que, segundo Kant, não são seres moralmente perfeitos, logo não conseguem libertar-se de todos estes entraves. No entanto, há quem pense que, apesar de serem clones, têm os mesmos direitos e a mesma dignidade, independentemente do propósito com que foram criados, visto que, segundo o 1º artigo da Declaração Universal dos Direitos do Homem, “Todos os seres nascem livres e iguais em dignidade e em direitos (…)”, não havendo qualquer tipo de distinção.
Há ainda aqueles que defendem que um clone tira algumas das características de pessoa aos seres humanos, como por exemplo, a sua singularidade (pois é uma tentativa de reproduzir um ser humano exactamente igual ao inicial) e a sua dignidade (pois está a tratar-se a pessoa como um objecto, instrumentalizando-a e tentando fazer-se uma cópia da mesma, como as produções em massa, por exemplo).
Posto isto, será a clonagem aceitável? Na nossa opinião, até pode ser aceitável em determinados pontos de vista e situações, como por exemplo, quando a fabricação de clones tem em vista a substituição dos seres humanos em trabalhos pesados ou situações em que são colocados em perigo, apesar de esta acção ser moralmente incorrecta, do ponto de vista de Kant. 

23/12/2011

Limites e riscos da Ciência

Por muito que a ciência seja evoluída hoje em dia, esta apresenta vários limites. A ciência só visa o presente e talvez o futuro. Mesmo sendo-lhes possível, já que conseguem controlar os avanços científicos e mesmo definir limites para a exploração científica, os próprios cientistas não impõem tais limites. Mas já a sociedade discorda com isso e acha que é mesmo necessário que sejam impostos limites de modo a não ser prejudicada.
A ciência não é capaz de lidar com os termos de moralidade. A bioética (reflexão acerca das implicações éticas e filosóficas da investigação científica e dos problemas levantados pela aplicação da Ciência e da tecnologia ao estudo dos seres vivos) também tem procurado limites para a Ciência que possam ser aceitáveis, mas não foi fácil encontrar um critério para definir os mesmos. O critério mínimo aceitável tem sido a vida, o bem-estar e a dignidade do Homem, visto serem os valores mais importantes deste.
          Podemos colocar a seguinte questão: mas porque razão é tão importante impor limites à Ciência, afinal não tem permitido a evolução da Humanidade e não tem trazido vários benefícios? Sim, é verdade, mas se não fossem impostos limites, a Humanidade poderia também correr vários riscos.
          Por exemplo, com a evolução da Ciência foi possível criar bombas atómicas que, como já foi possível verificar, provocam a morte de milhares de pessoas. Ora, podemos considerar esta situação como um exemplo dos riscos da Ciência visto que a sua evolução pode resultar na morte de várias pessoas. Também permite-nos alertar para um outro risco: a Ciência pode não só ser utilizada para o benefício mas também contra a Humanidade.
Podemos dizer que a Ciência traz óptimos benefícios para a Humanidade,  e pode também trazer a desgraça para a mesma, provocando muitas mortes e quem sabe até guerra entre diversos países.
Também temos o caso do ecstasy (metilenodioximetanfetamina). Esta droga é feita em laboratorios e foi feita principalmente para os militares combaterem a fome e o sono. Mas ao longo do tempo foi ficando mais frequente em festas rave, boates, e casas noturnas.
Tomado sem controlo e de maneira a só servir para diversão, o ecstasy provoca: náuseas, desidratação, hipertermia, hiponatrémia e hipertensão. Foi feito de maneira a benefeciar alguns membros da sociedade, mas agora leva a exaustão, convulsões e mesmo a morte.


22/12/2011

O que é a Arte?

A arte é algo subjectivo, que possui um ou mais valores.

Nem tudo pode ser considerado arte por toda a gente. A arte é algo que reúne e traduz gostos e, nem todos, têm os mesmos gostos, pois nem todos têm a mesma experiência de vida, nem as viveram da mesma maneira.

A arte é algo intemporal uma vez que algo realizado na Idade Média, por exemplo, pode ainda ter valor nos dias de hoje.
Existem vários tipos de arte: concreta ou abstracta, pintura ou escultura, som ou imagem, entre outros.
Uma obra de arte não tem obrigatoriamente de seguir determinadas regras ou padrões, pois é uma manifestação livre da maneira de ser do artista.

20/12/2011

Desobediência Civil

Contra-argumentos:
  • A violência da lei nunca se pode justificar. Devemos tentar mudá-la recorrendo aos meios legais à nossa disposição, tais como manifestações, campanhas, cartas, etc;
  • A desobediência civil é um acto anti-democrática e despeita a vontade da maioria. Num regime democrática isso é inaceitável;
  • Facilmente se pode passar da desobediência civil para o caos e anarquia social;
  • Não é garantido que todos os indivíduos envolvidos na desobediência civil coloquem o interesse social acima do interesse pessoal.
Argumentos:
  • Por vezes, os protestos legais são inúteis;
    Justifica-se quando as pessoas são obrigadas a obedecer a leis ou políticas governamentais que consideram injustas;
  • O argumento filosófico que o fundamenta é o seguinte: o cidadão só tem o dever moral de obedecer a leis, se os legisladores produzirem leis justas;
  • Os exemplos históricos confirmam a ideia de que a desobediência civil tem constituído um instrumento importante para alcançar uma sociedade mais justa.

11/12/2011

Desobediência civil

A desobediência civil é a atitude individual ou colectiva que consiste em desrespeitar de modo não violento e com manifestação pública leis ou políticas consideradas injustas. Assenta em príncipios morais e não deve ser confundida com tentativas de revolução com qualquer forma de terrorismo.

Exemplos:
  • Sufragistas britânicas, ao manifestarem-se contra a lei que impedia as mulheres de votarem;
  • Gandi, nos seus protestos contra a soberania colonial inglesa;
  • Martin Luther King, nos seus protestos contra a desigualdade de direitos civis básicos entre negros e brancos;
  • Jovens americanos, que se recusaram a participar na guerra de Vietname.
A desobediência civil não visa a destruição do estado ou das leis, mas sim, a sua alteração. Quem pratica a desobediência, acredita estar um dever de cidadão, com beneficios para a sociedade.

06/12/2011

Vontade autónoma vs vontade heterónoma

A vontade autónoma, a liberdade é a condição e fundamento da moralidade. A acção só é moral quando resulta de uma vontade livre quando quer cumprir a lei universal da razão.
Na vontade heterónoma há a imposição dos interesses e inclinações de cada sujeito ou, por outro lado, de regras impostas do exterior à nossa vontade. A vontade não é livre somente a acção pelo dever torna a vontade boa, que é a única vontade verdadeiramente moral.
Só pela acção moral o Homem se realiza como pessoa, ser dotado de uma dignidade absoluta.


01/12/2011

Lei moral

Lei moral --> A sua forma é o imperativo categórico
Universal- válida para todos os sujeitos racionais.
Absoluta- não depende do ponto de vista.
Racional- Isto significa que é criada pela razão independentemente da experiência individual e subjectiva de cada um. Só uma máxima universal pode ser considerada moral. Para que uma máxima seja universal e, portanto se converta em lei moral, é necessário que resulte da razão, que seja criada pela razão e não em função dos interesses particulares ou egoísmos do sujeito.
Normativa- Apresenta-se à vontade com a forma de DEVER (obrigação).
Incondicional ("Deves porque deves") - Apresenta-se como um fim em si mesmo.

Imperativo hipotético
"Se quiseres... então deves..."
Não é a lei moral porque apresenta o dever como algo condicional, como um meio para chegar a um fim.
O ser humano realiza-se como pessoa pela sua moralidade. Agir moralmente e agir de acordo com a vontade autónoma, seguindo a lei da razão.
Só o puro respeito pela lei pode dar valor moral à acção.