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30/10/2011

Cultura

  • Pode ser aquilo que o Homem adquire na sociedade de onde está inserido.
  • Conjunto de habitos, práticas ou actos (valores) que fazem parte de uma determinada sociedade ou povo.
  • Conjunto de formas que um grupo social adoptou para resolver os problemas comuns.
  • Pode transmitir-se de geração em geração.
Podemos definir cultura como um conjunto de valores, normas morais, leis, ideias, crenças, religião, costumes, arte, instrumentos técnicos, intituições e formas de organização social que os homens, vivendo numa determinada sociedade criaram ao longo da história.


25/10/2011

Objectivismo e Subjectivismo


Concepção objectivista de valor

De acordo com perspectiva, os valores são absolutos e universais, e pelo facto de transcenderem os seres humanos são independentes dos sujeitos que os pretendem ou desejem. Consideram que os valores não variam conforme as mudanças e flutuações históricas e culturais.

Os valores essenciais apresentam-se como eternos e imutáveis e não dependem nem do sujeito nem dos objectos. Independentemente da forma como diferentes culturas interpretam a justiça.
Para o objectivismo, a justiça não depende dos actos justos.

Subjectivismo axiológico
De acordo com esta perspectiva teórica os valores reduzem-se às preferências valorativas dos indivíduos ou das comunidades. Não existem em si mesmos, onde são subjectivos e relativos. Dependem exclusivamente do sujeito que avalia, das suas crenças e desejos, das suas vivências históricas-particulares. São históricos e particulares.

Compromisso entre subjectivismo e objectivismo
Há valores essenciais, como por exemplo a justiça que devem ser ideais comuns à generalidade dos indivíduos. No entanto, cabe a cada indivíduo e a cada cultura usar e aplicar esses valores.

21/10/2011

Dignidade Humana


  1. Significa primeiro que tudo a inviolabilidade da pessoa, ou seja, não a tratar como instrumento ou objecto. Um exemplo claro da instrumentalização é o escravo. Instrumentalizar a pessoa é retirar-lhe os seus mais elementares direitos.
  2. É o respeito e o reconhecimento da autonomia de cada ser humano. Isto significa o respeito pela liberdade das suas decisões e opções quer no plano da acção, quer no plano das ideias.
  3. Cada ser humano deve ser respeitado, não pela sua raça, etnia ou classe social, mas pelo mérito das suas acções.
  4. Significa também a solidariedade para com os outros, o respeito pela dignidade de todos os seres humanos.

17/10/2011

Determinismo e Livre- arbítrio

Determinismo
Enquanto corpos constituídos por partículas, fazemos parte de uma rede conceptual que, sendo dadas as mesmas condições, deixa em aberto um único futuro possível.
Todo o nosso comportamento é constrangido e predizível.
O Determinismo é verdadeiro, e a liberdade uma ilusão.

Livre- arbítrio
O comportamento humano não é predizível nem constrangido. É indeterminado.
Podemos optar entre várias alternativas e inclusivamente, contrariar as predições feitas a respeito da nossa conduta.
O ser humano é livre e o determinismo é falso.

É o determinismo compatível com o livre-arbítrio?
Sim, a teoria designa-se de compatibilismo.
Todo o Universo obedece a leis mas, apesar disso, algumas acções são livres. Afirmar a liberdade não significa negar o determinismo e a causalidade. Significa apenas que, muito embora existam leis que regem as partículas do nosso corpo, algumas acções não são constrangidas.

16/10/2011

Critérios Trans-subjectivos


Parece impossível, face à diversidade cultural, encontrar critérios valorativos universais, em relação aos quais todos os indivíduos estejam de acordo.
No entanto, existem problemas que transcendem o âmbito nacional e que portanto não nos dizem respeito unicamente a nós, grupo de indivíduos, mas sim à escala planetária. Há problemas cuja resolução só é possível pelo acordo entre diferentes povos. Por exemplo, os problemas ambientais, o fenómeno de excesso populacional, a emigração à escala global, o decréscimo dos recursos energéticos disponíveis, doenças como a sida e certas formas de pandemia, surtos de intolerância, racismo e xenofobia.
Este sentimento de que todos pertencemos ao mesmo planeta levanta a questão da definição de critérios valorativos trans-subjectivos que, ultrapassando os interesses pessoais e o regionalismo ou relativismo cultural, orientem os povos no sentido de, solidariamente, tentarem resolver as grandes questões que hoje se colocam.

Três critérios possíveis:
  1. Critério da dignidade humana; é bom o que promove a dignidade humana.
  2. Critério da fundamentação consensual; possui valor aquilo em que todos estão de acordo.
  3. Critério da democracia; tem valor aquilo em relação ao qual a "maioria" está de acordo.

15/10/2011

Condicionantes da acção humana



A liberdade humana não é absoluta, total. Portanto pensá-la desse modo é uma ilusão. A nossa experiência concreta e quotidiana permite-nos perceber que, à partida, nascemos com um património genético que não escolhemos e que nos encontramos numa realidade social e cultural, rodeados por seres humanos, com que lidamos e nos influenciam.
A nossa liberdade inscreve-se num Universo de possibilidades, que no entanto é finito. Somos condicionalmente livres.
Entende-se por condicionante da acção todo e qualquer factor, seja ele externo/interno, que influencia a possibilidade de escolha ou opção.
As condicionantes da acção humana são simultaneamente limites e possibilidades.
Podemos considerar os condicionantes físico-biológicos ao nível da espécie, quando temos em consideração as características que enquanto seres humanos partilhamos com todos os indivíduos da mesma espécie.
Consideramos condicionantes psicológicos factores internos, tais como: motivação, traumas, complexos e toda uma diversidade de aspectos que dizem respeito à estrutura psíquica de um ser humano.
Entendemos por condicionantes sócio-culturais os hábitos, regras sociais e morais, procedimentos e costumes que constituem o universo de referências a que cada indivíduo se situa. O Homem é um ser em situação, existe numa determinada circunstância orientado por determinados valores.

12/10/2011

Rede Conceptual da acção humana





Intenção

- Propósito da acção;
- Implica a deliberação e a definição da finalidade da acção;


(Deliberação - é um momento prévio à decisão ou à escolha no qual a vontade pondera as diferentes alternativas que se apresentam ao sujeito. Pondera entre factores subjectivos e objectivos.)
- A intencionalidade de uma acção voluntária é ter um propósito, ou seja, um significado e um sentido;

- É indissociável da noção de projecto, aquilo que alguém decide ou se propõe fazer.

Motivo
- São as razões que permitem compreender a intenção;
(Razões - são factores que fundamentam e justificam à acção. Causas - não dependem da vontade.)
- São razões capazes de explicar o sentido e a finalidade de uma acção. São os motivos que procuro quando faço a seguinte questão: "Porque agi de determinado modo?".

Consciência
- Percepção de si como autor da acção; 
- Sei que sou eu o agente.

Livre-arbítrio

- É a capacidade de escolha/opção do agente;
- Só existe para aquele que tem possibilidades, opções no seu horizonte de acção;
- Implica deliberação. Implica decisão.
(Decisão - é o momento de escolha e de resolução entre os diferentes motivos da acção.)

07/10/2011

Serà necessàrio analisar as acções humanas para compreender os seres humanos?



As acções dos seres humanos caracterizam-nos.

Actos Humanos
Referem-se a acções voluntárias, aquelas cuja razão de ser depende da vontade do agente da acção.
  1. voluntários
  2. intencionais
  3. consciência

Actos do Homem

Referem-se a acções involuntárias, isto é, aquelas cuja razão de ser não depende da vontade do agente da acção. São, por um lado, aqueles que fazemos e não temos consciência deles. Por outro, são aqueles actos que fazemos conscientemente, mas que não dependem da nossa vontade e, por isso, são involuntários.
  1. involuntários

05/10/2011

Construção de texto argumentativo


Tema: é o assunto sobre a qual incide o discurso. Aquilo que se pretende discutir.

Problema: é o enigma/dificuldade que se pretende resolver e sobre o qual podem ser apresentadas diferentes possibilidades de resposta. É fundamental apresentar de forma clara e rigorosa o problema em causa.

Tese
: é o momento em que a filosofia se pronuncia, sobre qual das hipóteses de resposta ao problema lhe parece mais verdadeira e aceitável. Tese é a posição, ideia ou opinião defendida pelo orador.

Argumento: é esta a tarefa especificamente filosófica, que consiste em encontrar razões estruturadas e coerentes que suportem a tese. A tarefa da Filosofia é analisar os argumentos que sustentem as teses.

03/10/2011

Instrumentos lógicos da Filosofia

Conceito: é a apresentação mental, abstracta e geral que reúne as características essenciais e comuns a um determinado ser ou objecto. Forma-se por abstracção, ou seja, pelo processo mental que consiste em reunir o conjunto de características comuns a determinadas experiências. Aplica-se por generalização a todos os seres que apresentam essas mesmas características.
(Termo: é a expressão linguística do conceito)

Juízo: é a operação metal pela qual relaciona, de modo afirmativo ou negativo, dois ou mais conceitos.
(A expressão linguística do juízo é a proposição)

Nem todas as frases são proposições. Só as frases declarativas, que podem ser consideradas verdadeiras ou falsas, são proposições.
Raciocínio: é a operação mental pela qual relacionamos juízos e deles extraímos uma conclusão.
(A expressão do raciocínio é o argumento)

01/10/2011

A especificidade da Filosofia


1- Autonomia

Significa liberdade de pensamento, ou seja, a capacidade de pensar por si e de modo independente.

Refere-se ao pensar livre de preconceitos, ideias feitas e todo o tipo de dogmas que nos são apresentadas com verdades inquestionáveis.
Ao contrário da religião, em que as verdades são reveladas, na Filosofia o conhecimento verdadeiro só é digno desse nome quando resulta de um exame crítico e rigoroso da razão.
Enquanto que na religião a aceitação das verdades depende da fé do crente, na Filosofia depende do exame da razão.
É a liberdade de pensamento face às ideologias políticas e sociais.
Kant estabeleceu a oposição entre maioridade e menoridade. O uso livre da Razão é o estado de maioridade.

2- Radicalidade
Significa que a Filosofia ao colocar questões não se satisfaz com as primeiras e superficiais respostas, mas procura ir à raiz dos problemas, compreender porquê, compreender a razão de ser. Vai para além da superficialidade do senso comum, aceitando unicamente teses ou ideias que sejam fundamentais racionalmente.

3- Historicidade
Esta característica específica da Filosofia tem por base o facto do Homem viver em circunstância, ou seja, existir numa determinada situação. Vive numa determinada época, sociedade, cultura, marcada por determinados valores e preocupações dominantes. A consequência desta existência em situação é que o Homem coloca questões sobre os temas e preocupações dominantes na sua época. Por exemplo, hoje em dia, as questões ecológicas e sobre o futuro em relação entre Homem e Ciência são dominantes.

4- Universalidade
Se algumas questões são próprias e relevantes num determinado momento histórico no entanto, algumas dizem respeito e são comuns a todos os seres humanos. São interrogações universais no sentido em que podem ser colocadas por todos os seres humanos. Significa também que o objecto da Filosofia é a totalidade do saber, que as questões filosóficas que o Homem coloca dizem respeito a si próprio e a tudo o que o rodeia.